domingo, 1 de abril de 2012

Rola-brava é a ave do ano de 2012

 


Espécie escolhida pela SPEA está a “desaparecer” desde os anos 80 

Por Luísa Marinho

Apesar de ser uma “ave comum bem dispersa por todo o território de Portugal continental”, a rola-brava tem regredido a nível populacional. Por essa razão, à qual está subjacente a necessidade de preservação, a Streptopelia turtu foi nomeada ave ano pela Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA).

Em conversa com o «Ciência Hoje», Domingos Leitão, coordenador do Programa Terrestre desta organização não-governamental, explicou a nomeação.


“Tem-se verificado uma regressão tanto em Portugal como no resto da Europa”, explica, sublinhando que se está mesmo a assistir “ao desaparecimento de uma espécie”. Segundo os dados disponíveis (Censo de Aves Comuns - SPEA), entre 2004 e 2010, as populações nacionais registaram uma diminuição média de 31 por cento.

No resto da Europa os dados vão mais atrás e são ainda menos animadores. Segundo o Esquema Pan-Europeu para a Monitorização de Aves Comuns, por cada 100 rolas existentes em toda a Europa em 1980, actualmente existem apenas 31.

“É um decréscimo de 70 por cento. É preciso fazer algo para contrariar esta tendência”, sublinha Domingos Leitão. Uma das primeiras propostas será suspender temporariamente a caça, “durante o tempo que for necessário para que seja possível estudar a espécie e perceber melhor o que se passa”.

Esta ave é muito apreciada, sendo caçada desde o final de Agosto até princípios de Outubro, precisamente a época de reprodução. Depois, a ave migra para o África, onde passa o Inverno.As razões do decréscimo populacional podem ser várias.

“O seu habitat tem sido degradado. A espécie tem sofrido muito com a intensificação da agricultura e com as alterações climáticas. Tem também sofrido com o avanço do deserto e as secas prolongadas na África subsariana”.

Suspender a caça permitiria estudar as causas precisas do seu desaparecimento. “A rola-brava é mais caçada nos países do Sul da Europa, como Espanha, Malta, França ou Itália. Uma moratória na caça à rola-brava em Portugal podia servir de exemplo para os outros países”.

 Nome científico: Streptopelia turtur
» Família: Columbidae
» Caraterísticas: espécie migradora de longa distância, que passa o inverno em África 
» Ocorrência: Europa, Norte de África, Médio Oriente
» Quando pode ser observada: primavera/verão
» Habitat: sebes, galerias ripícolas, montados e parques urbanos
» Alimentação: sementes
» Distribuição: mais abundante no Norte do que no Sul, particularmente abundante em Trás-os-Montes.
» População: entre 3,5 e 7,2 milhões de casais desta espécie na Europa
» Curiosidades:
   - Membro mais pequeno da família dos pombos 
   - Pode de percorrer distâncias superiores a 10.000 km
   - Estima-se que sejam abatidas anualmente entre 2 e 3 milhões destas aves
 Fonte:CH

Portugueses têm leões, tigres ou crocodilos como animais de estimação

A vontade de ter animais de estimação não se fica pelos cães, gatos ou tartarugas e alguns portugueses optam por leões, tigres, ursos ou crocodilos, apesar de a posse ser proibida. 



Portugueses têm leões, tigres ou crocodilos como animais de estimação
foto PHIL NOBLE/Reuters
















Há um conjunto alargado de espécies, como os felinos ou primatas, cuja detenção é proibida desde 1992 pela sua perigosidade, "o que não implica que não se possa encontrar alguns em casa de particulares", ou em circos, disse à agência Lusa o chefe da unidade de Aplicação das Convenções Internacionais do Instituto de Conservação da Natureza e Biodiversidade (ICNB).
Apesar de nos últimos anos as situações terem diminuído, João Loureiro avança que, "em média, há no mínimo dois a quatro grandes felinos apreendidos por ano, entre leões e tigres".
Nos circos, em muitos casos, os animais não estão em situação ilegal, mas muitas organizações "deixam de ter hipótese de os alimentar" e acabam por entregá-los ao ICNB ou por ser apreendidos por falta de condições adequadas.
"De vez em quando aparecem ursos, embora não com tanta frequência (...), assim como crocodilos", referiu o responsável.
Entre os primatas, são apreendidos "seis a 10, em média, por ano, entre macacos e chimpanzés", disse o responsável, lembrando que também estes números têm diminuído.
"Os últimos de grande porte já foram [apreendidos] há dois anos, foram chimpanzés", especificou João Loureiro.
"Não haverá, esperamos, muito mais chimpanzés em casa das pessoas, mas temos informação de que poderá haver ainda um ou dois, [possibilidade] que estamos a averiguar ", acrescentou.
O responsável do ICBN fala sempre em números médios de apreensões nos últimos anos e esclarece: "Antigamente as pessoas não tinham a noção de que era proibido ter esses animais e por isso eram apreendidos mais".
"Se podemos dizer que tendencialmente nos parece que está a diminuir esta situação, também é verdade que há dois anos apanhámos nove chimpanzés, que é um número muito grande", salientou.
Quanto aos crocodilos, embora não seja permitido em Portugal, excepto em parques zoológicos e num ou noutro circo autorizado, "é muito fácil" comprá-los em Espanha.
"Mais grave que isso, e temos muita dificuldade em controlar, [é possível comprar crocodilos] pela Internet e o animal vem via correio. Muitas vezes os próprios correios não sabem o que trazem", avançou João Loureiro.
"Muitas vezes são jovens adolescentes que querem mostrar um animal exótico e acabam por comprar um crocodilo, que tem 20 centímetros, mas depois cresce", acrescentou.
E se com 20 centímetros a mordedela não é perigosa, com 40 ou 50 centímetros já causa danos e as pessoas, "infelizmente, em vez de entregar [os animais] às autoridades, libertam-nos na natureza, porque sabem que [a sua posse] é ilegal", explicou.
Os dados do ICNB disponíveis revelam que em 2006 o total de apreensões por comércio ilícito atingiu os 66 animais, número que subiu para 182 em 2009. Em relação ao ano passado os dados indicam apenas as apreensões de mamíferos, que foram 20.
Fonte:JN

domingo, 11 de março de 2012

Galês alimenta o cão através do Twiter


Um consultor de Tecnologias de Informação Nat Morris, 30 anos, utiliza um sistema eletrónico para lhe dar doce enviando-lhe uma mensagem através de uma conta do Twitter, conta a edição inglesa do jornal Metro.
  
Natt Morris trabalha muitas horas fora de casa e não tem tempo para alimentar pessoalmente Toby, um border terrier de quatro anos. Mas através desta invenção, consegue alimentar Toby de qualquer parte do mundo.
  
Quando é enviado um tuite, este é recebido por um mini-computador que faz soar um alarme para chamar Toby. Em seguida o motor de uma pequena impressora HP abre a tampa de uma caixa onde está guardada a comida e liberta uma determinada quantidade na tigela de Toby.
  
“Toby adora isto. A princípio não percebi o que iria acontecer, mas agora senta-se debaixo do aparelho, abana a cauda e espera que a comida caia”, explica o jovem consultor, residente em Milford Haven, no País de Gales.
  
Natt Morris instalou um sistema de vídeo em casa ligado à Internet, o que lhe permite ver Toby a alimentar-se. O grande problema é que os amigos e a família também enviam tuites ao cão.
  
“As pessoas têm-lhe enviado comida durante todo o dia. Tive que limitar o envio entre as nove da manhã e as nove da noite”, referiu, adiantando que está a pensar patentear o invento.
Fonte:Os Bichos

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Touro JR tem os cornos mais compridos do mundo: 2,77 metros

Um touro da raça Texas Longhorn é detentor dos maiores cornos do mundo. De acordo com o jornal britânico Daily Mail, os chifres de JR, de sete anos, medem 2,77 metros e continuam a crescer.


JR vive no Leahton Park, em Queensland, na Austrália, e arrebatou o título de detentor dos maiores cornos do mundo a um touro de Ohio, nos Estados Unidos, chamado Shadow Jubilee, cujos chifres medem 2,24 metros.


O dono de JR, Michael Bethel, 50 anos, começou a criar gado da raça Texas Longhorn há 14 anos. Segundo ele, “JR não tem noção da atenção que atrai por ter quebrado um recorde. Ele é feliz e saudável e nós não lhe damos um tratamento diferente”.


“Ele só tem sete anos e ainda tem muito para crescer – podem viver até aos 20 anos -, pelo que os cornos podem ficar maiores”, acrescentou



   
Fonte:Os Bichos

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Raro pinguim branco é fotografado na Antártida


Foto: David Stephens


Stephens estava a bordo de um navio durante uma expedição e escrevia relatórios diariamente. “A ave era esbranquiçada, mas não chegava a ser albina, pois tinha pigmentação nos olhos”, descreve.
A condição que faz com que este pinguim seja branco é chamada leucismo. Ao contrário do albinismo, que é a total falta de pigmentação, o leucismo é a falta de pigmentação em apenas algumas partes do corpo animal. Um animal com leucismo tem regiões corpóreas de coloração branca, em maior ou menor extensão, onde naturalmente deveria ocorrer alguma pigmentação.


Segundo Dyan DeNapoli, uma especialista em pinguins e autora do livro “40.000 Pinguins – a Inspiradora História do Maior Salvamento de Animais Selvagens do Mundo”, a taxa de leucismo entre pinguins é de 1 a cada 146 mil.
A cor natural dos pinguins, preto e branco, serve como camuflagem para os peixes, durante o mergulho. “Muitos estão perguntando sobre as chances desse raro animal obter sucesso. A coloração pode tornar a pesca um pouco mais difícil, mas aves com leucismo se reproduzem normalmente”, diz Stephens.
Foto: David Stephens
(Por Marina Knöbl)
Fonte:Globo

Lucy é o cão trabalhador mais pequeno do mundo

Uma pequena cadela chamada Lucy acaba de ser considerada pelo Livro dos Recordes o cão trabalhador mais pequeno do mundo. Esta Yorkshire terrier, que vive em Nova Jérsia (EUA), mede apenas 14,5 centímetros e pesa 1,1 quilos.


De acordo com o jornal britânico Daily Mail, o diploma é o reconhecimento do trabalho de terapia que Lucy desenvolve com as pessoas mais velhas e com deficiência.


Com três anos de idade, Lucy trabalha num programa chamado “Leashes of Love” (“Trelas de amor”, tradução à letra) e tem como função visitar hospitais, asilos e escolas de ensino especial em Smithville, Nova Jérsia.


O título é concedido tendo em conta o peso, o que significa que Lucy quebrou o recorde anterior, detido um cão de resgate japonês que pesava, 2,72 quilos.
  Fonte:JN

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Partido dos Animais pede fim de “circos bárbaros”

Cartazes do PAN espalhados por várias cidades  
Cartazes do PAN espalhados por várias cidades
 
“O melhor espetáculo de barbárie, violência e maus-tratos do mundo. Venha e traga os seus filhos”. O convite é feito de forma irónica, replicando os muitos cartazes que por esta altura anunciam a presença dos circos nas vilas e cidades.

Há dois anos uma nova portaria veio proibir a detenção de animais selvagens pelos circos (bem como a sua reprodução) mas ao não proibir o seu uso ficou aquém do desejado, defende Paulo Borges.
Entre as espécies cuja detenção passou a ser proibida pela nova lei – excepto para os zoológicos e entidades autorizadas – incluem-se todas as espécies de primatas, de ursos, de felinos (exceto o gato), otárias, focas, hipopótamos, pinguins ou crocodilos.

“O PAN, apesar de saudar o passo em frente que essa portaria representou, entende que o ideal seria proibir totalmente a detenção e utilização desses animais pelos circos, facultando apenas um período de transição enquanto se trataria da colocação dos animais em santuários ou reservas”,  afirmou ao SAPO Notícias. “O PAN tem recebido várias denúncias sobre crias de animais selvagens que andam a circular pelo público nos espetáculos circenses, onde pedem dinheiro a troco de fotos com essas crias”.

Os circos que em 2009 eram detentores de animais selvagens puderam permanecer com eles, sendo necessário contudo o seu registo no Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB). “São forçados a permanecer nos circos até morrerem ou até deixarem de ter utilidade para os donos dos circos”, refere Paulo Borges.

Fora de Portugal, países como a Áustria, Costa Rica, Dinamarca, Finlândia, Índia, Singapura, Suécia, Suíça e, mais recentemente, Alemanha e Reino Unido proibiram ou restringiram em grande medida a utilização de animais em espetáculos de circo, por considerarem que as condições em que os animais são prejudiciais para o seu bem-estar físico e emocional.
Por cá, os circos portugueses asseguram que os animais são bem tratados e vacinados e rejeitam categoricamente a restrição de uso destes animais. “Aquilo que defendemos é apenas o abandono da utilização de animais, não a extinção do circo, um espetáculo de grande beleza e que muito contribui para a riqueza e diversidade culturais do nosso país e do mundo”, explicou Paulo Borges ao SAPO Notícias.
“Fiscalização e intervenção” são insuficientes, diz PAN

É à Direção Geral de Veterinária (DGV), em primeira instância, que cabe a fiscalização da lei aprovada em 2009. Paulo Borges afirma que essa e outras entidades com legitimidade para o efeito (GNR, ICNB, Câmaras Municipais) não estão dotadas dos meios operacionais necessários. “Necessário é criar uma política (e cultura até) no nosso país que zele pelos direitos dos animais, sem a qual continuaremos a ter entidades que se demitem do cumprimento das funções que por lei lhes são atribuídas”, conclui o presidente do PAN.

Animais selvagens só no seu habitat natural, defende o PAN, até porque “nenhum comportamento exibido pelos animais nos espetáculos de circo é um comportamento natural, construindo, sobretudo nas crianças, uma imagem dos animais que não corresponde à realidade da sua natureza”, remata Paulo Borges
Fonte:Sapo


Chega a interagir com o público dando uivos e aproximando-se dos visitantes. Faia é já considerada a principal atração do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico (CRLI) de Mafra, que necessita de donativos para preservar a espécie.



Graças à sua juventude, este animal selvagem tem um comportamento ainda pouco destemido e sociável, permitindo ao centro sensibilizar o público para a preservação da espécie, ameaçada ao fim de décadas de perseguição pelo Homem por causa da caça e dos ataques a animais domésticos, em resultado da redução de presas naturais.



A sofrer da redução de donativos por causa da contenção económica, que levou este ano à dispensa de colaboradores, o CRLI, já visitado por seis mil pessoas em 2011, olha para a crise como uma oportunidade para defender causas, sobretudo no período do Natal.



"Temos de ser mais selectivos nas prendas que oferecemos e oferecer uma adopção [de um lobo] é uma forma de ajudar o centro e contribuir para uma causa ambiental", refere o biólogo Francisco Fonseca, presidente do Grupo Lobo, responsável pelo CRLI, onde coabitam mais seis lobos num ambiente semelhante ao seu habitat natural.



É o caso de Soajo, irmão de Faia. Os dois foram os últimos a nascer no centro, há três anos, mas o macho apenas se deixa observar atraído pelo jipe que distribui a comida pelos animais. Uma história muito diferente daqueles que vêm de jardins zoológicos e, por sinais de velhice, são dispensados e acabam por passar os últimos anos de vida no CRLI.



"Procuramos limitar o acesso dos visitantes porque queremos que os lobos tenham condições de vida e não queremos causar uma grande pressão sobre os animais", explica Francisco Fonseca.



Lobito chegou ao centro há um ano, depois de ser resgatado pela GNR de um cativeiro ilegal no norte do país, e ainda está longe dos olhares dos visitantes, que esta semana deixaram de poder observar o lobo Prado. A sua morte veio entristecer o Natal no CRLI, 16 anos depois de ali ter nascido.



O CRLI, único no país, pretende integrar o programa europeu de reprodução de lobos em cativeiro, para vir a receber lobos que já não trazem mais-valia genética ao programa, evitando assim o seu abate ou o realojamento em jardins zoológicos.
Fonte:JN

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Cães libertados de laboratório nunca tinham visto luz do Sol

Ao todo são 72 animais, da raça beagle, que foram libertados por uma associação norte-americana, de um laboratório espanhol que faliu

Cães libertados de laboratório (Reprodução YouTube)

Um grupo de 72 cães da raça beagle foi resgatado de um laboratório farmacêutico de Barcelona, em Espanha, que faliu. A maioria dos animais nunca tinha saído da jaula, nunca tinham tido contacto uns com os outros e nunca tinham visto a luz do Sol. A notícia é avançada pela BBC Brasil.

Cães libertados de laboratório (Reprodução YouTube)

Um vídeo da organização norte-americana que os resgatou, a Educação dos Media para o Resgate de Animais (ARME, na sigla em inglês), publicado no YouTube, conta que os animais nunca tinham saído fora das portas do laboratório e não sabiam o que era relva. O vídeo mostra cães relutantes em sair das respectivas jaulas e com medo de pousar as patas na relva.
Ao saber da falência do laboratório e da impossibilidade de os animais serem tratados com a mínima dignidade, a ARME organizou o «Projeto Liberdade para os Beagles». Shannon Keith, fundadora do projecto conta à BBC Brasil que viu as mensagens colocadas no Facebook por um funcionário do laboratório e por um activista espanhol que havia sido conctatado por ele. «Eles diziam que o laboratório iria fechar e que mataria os cães se ninguém se comprometesse a cuidar deles. Eu entrei em contato e disse: 'Nós nos comprometemos», contou.

O resgate aconteceu há cerca de uma semana, mas só esta quarta-feira 40 dos cachorros chegaram aos EUA. Sete cães foram adoptados em Espanha e desconhece-se o destino dos outros 25. «O laboratório deixou de se comunicar connosco desde que os beagles foram libertados, e não sabemos o que eles fizeram com uma parte (dos cachorros). Só recebemos 40», disse Keith.
Os animais, que têm entre quatro e sete anos. Testes veterinários entretanto realizados revelaram a presença de hormonas masculinas e toxinas.

Operação inédita para capturar 200 cães selvagens

Animais já atacaram agricultores e homens do lixo na zona do Cachão


Uma operação inédita no Nordeste Transmontano vai decorrer em Dezembro junto ao aterro sanitário da Terra Quente, na zona do Cachão, para capturar uma matilha de 200 cães selvagens que já atacaram agricultores e homens do lixo.

A operação foi determinada pela Direcção Geral de Veterinária (DGV) para resolver «um problema de saúde e segurança públicas que se arrasta há anos nesta zona», segundo disse hoje à agência Lusa o vereador do ambiente da Câmara de Mirandela, António Branco.

Esta matilha foi-se reproduzindo de forma incontrolável no aterro que recebe o lixo de todo o Nordeste Transmontano, porque ali encontra o alimento que procura, apesar da proximidade do canil intermunicipal da Terra Quente.

O vereador do município que tutela o canil e o aterro, que já contabilizou 200 animais nesta matilha, dizem que «ninguém os consegue apanhar».

O número é já quase o triplo da lotação do canil e obrigou a pedir a intervenção da DGV perante os relatos de «vários ataques a agricultores que já têm medo» de ir tratar as terras naquela zona.

A matilha, de acordo com António Branco, tem também «aterrorizado» os funcionários do aterro que muitas vezes á noite não conseguem sair e descarregar os carros do lixo devido ao número de animais que os cercam.

António Branco disse que a situação «transformou-se num problema» e há já dois anos que a autarquia tem oficiado a DGV para ajudar a encontrar uma solução.

A solução veio agora com uma operação de captura que vai prolongar-se no tempo e tem já duas datas marcadas, para dias 5 e 19 de Dezembro, e está a ser divulgada na zona através de editais.

A operação envolve a DGV, município e a Associação de Caça de Frechas e a sede da freguesia que integra a aldeia do Cachão.

Devido à dificuldade para capturar estes animais, António Branco explicou que a operação abrange também o abate a tiro nas situações que exigirem este recurso, pelo que estará também presente o veterinário municipal.

Os cadáveres serão recolhidos e incinerados.

O vereador prevê que esta acção necessite de «várias intervenções ao longo do tempo» já que não é expectável que se consiga capturar um grande número de animais num só dia.

«Se já na cidade e nas localidades a captura é complicada, imagine-se animais selvagens no monte», disse.
Fonte: tvi24

Cavalos Garranos abandonados fechados em escola de Ponte de Lima

Foi a solução encontrada pela população para os cavalos que foram deixados à própria sorte na freguesia de Labruja e que andavam a destruir culturas


O recreio da antiga escola primária de Labruja, em Ponte de Lima, está a ser utilizado para conter quatro cavalos garranos, alegadamente abandonados na freguesia, e que estavam a destruir as produções agrícolas.

«Já comunicámos o caso à GNR e estamos a aguardar que as autoridades tomem medidas, que identifiquem os proprietários. Não pode ser só ir buscar os subsídios e depois abandoná-los por aí», afirmou à Agência Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Labruja.

De acordo com Manuel Amorim, estes quatro cavalos terão sido abandonados na freguesia «há cerca de três semanas». Depois de destruírem várias culturas, enquanto procuravam alimento, um grupo de populares acabou por levá-los, no sábado, para o recreio da escola primária, encerrada em 2006.

«É um local fechado e enquanto as autoridades não decidem o que fazer, ficam ali, mas têm alimento. Este não é caso único, nos últimos meses temos visto outras situações do género, de animais que são deixados à sorte, depois de os produtores receberem os subsídios», alerta o autarca.

Só este ano a GNR recebeu, em todo o distrito de Viana do Castelo, 15 queixas por danos provocados por garranos. Queixas até 31 de Agosto e referentes aos concelhos de Melgaço (02), Vila Nova de Cerveira (01), Arcos de Valdevez (01), Viana do Castelo (06) e Ponte de Lima (05), de acordo com números do comando distrital da GNR.

Neste último concelho, uma das queixas diz respeito a um acidente de viação, com danos na viatura provocados pelos cavalos. Ainda em Ponte de Lima, um outro acidente, em Setembro, provocou danos noutra viatura.
Fonte: tvi24

Fornecedor de ovos da McDonald's acusado de torturar as galinhas

A McDonald's está à procura de um novo fornecedor de ovos para os seus McMuffins depois da ONG “Mercy for Animals” ter divulgado um video, gravado secretamente na Sparboe Eggs Farm, onde são mostrados vários actos de crueldade contra as galinhas, segundo o site msnbc.com

Depois de terem visionado as imagens, os responsáveis da McDonald's emitiu um comunicado a informar que não compraria mais ovos à Sparboe Eggs Farm e sublinhando que “o comportamento exibido no video é perturbador e completamente inaceitável”.
“A McDonald's espera de todos os seus fornecedores que cumpram os nossos requisidos de entrega de produtos de alta qualidade, preparados de forma humana e responsável”, diz, no comunicado, Bib Langert, vice-presidente da Mcdonald's para a área da sustentabilidade.
As imagens, gravadas com uma câmara oculta, mostra a forma como as galinhas são amontoadas em gaiolas, sem espaço nem condições de higiene, a forma como é queimado o bico aos pintainhos, sem recurso a analgésicos, e trabalhadores a torturarem os animais.


O proprietário da Sparboe Eggs Farm emitiu um comunicado garantindo que a empresa abriu já um inquérito interno e que estão já a ser implementadas algumas mudanças. Adiantou que foram identificados quatro trabalhadores envolvidos nos actos de crueldade para com os animais, que entretanto foram despedidos.

Aviso: Este vídeo contém imagens muito chocantes

Fonte:JN

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Cientista confirma que tubarão "ciclope" é verdadeiro

Homem segura tubarão de um olho só no México. Foto: Pisces Group Cabo/Pisces Sportfishing/Divulgação Homem segura tubarão de um olho só no México
Foto: Pisces Group Cabo/Pisces Sportfishing/Divulgação

Um barco de pesca comercial capturou no Golfo do México um tubarão com apenas um olho. Apesar de parecer um truque de photoshop ou outro tipo de farsa, um cientista confirmou que o "ciclope" é verdadeiro e sofre de um problema raríssimo. As informações são do site LiveScience.
"É extremamente raro", diz Felipe Galvan, do Centro Interdisciplinar de Ciências do Mar do México. "Até onde sabemos, menos de 50 exemplares com essa anormalidade foram registrados."
O animal é, na verdade, um feto encontrado no útero da mãe, já morta. A imagem percorreu a internet e os pesquisadores decidiram investigar o exemplar, entregue pela empresa de pesca Pisces Fleet. O corpo foi submetido a exames de raio-X que indicaram ser verdadeiro, mas os pesquisadores duvidam que ele sobreviveria muito tempo após o nascimento.
A ciclopia, como a malformação é chamada, pode afetar vários seres vivos, inclusive o homem. Há um caso de 1982, registrado na publicação especializada British Journal of Ophthalmology, de um bebê humano com ciclopia. Ele nasceu em Israel e sobreviveu por apenas 30 minutos devido a malformação do cérebro.
Fonte:Terra

Nasceu um gibão-de-mãos-brancas no Zoo de Lisboa

 
Fotos: Jardim Zoológico de Lisboa

O Jardim Zoológico de Lisboa viu o número de crias aumentar, desta vez com o nascimento de um gibão-de-mãos-brancas, no dia 20 de Agosto, informou ontem a instituição, em comunicado.


O bebé é filho de Tanja (mãe) e de Tuppence (pai) e tem um irmão nascido em 2008. Ainda não se sabe qual o seu sexo.


O gibão-de-mãos-brancas é de fácil identificação. A face negra é rodeada por uma franja de pêlos muito claros, à semelhança das mãos e dos pés. Para marcar e defender o território, esta espécie faz duetos de vocalizações altamente sonorizadas.


Os movimentos rápidos e ágeis em cima das árvores são a sua principal característica, retirando partido da sua fisionomia singular: tronco longo, braços fortes e compridos, pulsos bastante flexíveis, dedos esguios, pernas curtas e ausência de cauda.


Esta espécie alimenta-se de frutos carnudos, flores, ovos e crias de aves, insectos, aranhas e pequenos mamíferos. No habitat natural podemos encontrá-los em Myanmar (antiga Birmânia), na Tailândia, na Malásia, em Sumatra e no Bornéu, sempre em florestas tropicais húmidas de folha perene, florestas de monção de folha caduca e florestas de montanha, até aos 2500 metros de altitude.


Vivem em grupos de dois a 10 indivíduos, compostos pelo casal e crias, que ficam com o grupo até aos cinco anos. A cria mais jovem dorme junto da progenitora, enquanto as restantes ficam com o pai. Os gibões-de-mãos-brancas atingem a maturidade sexual aos 8/9 anos de idade.
                             
Fonte:Os Bichos