terça-feira, 3 de maio de 2011

Pombos de penas escuras são mais saudáveis


Pesquisadores franceses descobriram o segredo da saúde dos pombos: quanto mais escura a plumagem, mais saudável o pombo.

Um estudo de pombos urbanos no centro de Paris demonstrou que aves com maiores níveis de pigmento melanina escura têm sistema imunológico mais forte. Elas também são mais capazes de afastar parasitas.
Em estudo publicado na Revista de Biologia das Aves, os pesquisadores dizem que as descobertas podem ajudar a explicar por que pássaros de cores diferentes se adaptaram a ambientes diferentes. Os cientistas também exploraram o porquê de pássaros da mesma espécie serem geralmente de cor diferente.
Lisa Jacquin e seus colegas do Centro Nacional de Pesquisa Científica, em Paris, realizaram a pesquisa em conjunto com Simon Ducatez, do Museu de História Natural, em Brunoy, França.
Ao avaliar a coloração e o estado de saúde de 195 pombos urbanos de vida livre, eles constataram que os pombos escuros tinham concentrações mais baixas de um parasita do sangue. O sistema imunológico dessas aves também respondem mais rapidamente à infecção em comparação com seus semelhantes de penas mais claras.
Atualmente, existem duas hipóteses sobre porque os animais da mesma espécie podem possuir cores diferentes.
A primeira credita ao ambiente a causa das diferentes cores e é chamada de hipótese da “exposição”. A outra, conhecida como “ligação genética”, afirma que os pássaros evoluíram de forma diferente os genes que codificam a melanina.
O resultado da pesquisa sugere que os pássaros possam ter evoluído para produzir altos níveis de melanina como uma forma de proteger o sistema imunológico.
Isso também poderia explicar porque há maiores populações de aves de penas escuras em áreas urbanas, onde a incidência de parasitas é maior.
“A constatação de que a resposta imune e a intensidade de parasitismo tem relação com a coloração sugere que as aves de penas mais escuras saem na frente na hora da seleção sexual”, explica Lisa Jacquin.
Assim, as aves escuras, além de mais saudáveis, parecem mais atraente ao sexo oposto. [Hypescience]

domingo, 1 de maio de 2011

Hospital de animais em Castelo Branco

O Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens é uma peça importante para garantir a biodiversidade do Parque Natural do Tejo Internacional


Cesaltina Pinto (texto) e Lucília Monteiro (fotos)
10:45 Sexta feira, 29 de Abr de 2011

Hospital de animais em Castelo Branco
Beatriz fala muito baixinho e é com imenso cuidado que pega numa coruja fechada numa caixa na sala de internamento do CERAS - Centro de Estudos e Recuperação de Animais Selvagens de Castelo Branco. Enrola-a numa toalha, tapa-lhe os olhos para que se mantenha calma, e leva-a para a sala de exames. Com um mês de idade, a coruja caiu do alto do seu ninho e, como não consegue ainda voar, fica à mercê da voracidade de outros animais. Alguém a encontrou à deriva e foi deixá-la ali, na passada terça-feira, 26. "Pesava 294 gramas. Hoje pesa 333. É bom", diz a responsável clínica do CERAS, centro gerido pela Quercus em colaboração com a Escola Superior Agrária.
"Ficará pelo menos mais dois dias", diz Beatriz Azorin, 28 anos, natural de Múrcia, Espanha. Esta veterinária veio aqui parar ao abrigo do programa Leonardo da Vinci - que favorece a mobilidade transnacional para formação profissional - gostou e ficou. E mostra como todo o cuidado é pouco para que os cerca de 200 animais que ali são tratados por ano não se habituem ao ser humano. Caso contrário "deixariam de ser selvagens". Colisão com linhas de eletricidade, envenenamentos com pesticidas e herbicidas ou atropelamentos são as principais causas dos ferimentos ali tratados. Mas também há casos de cativeiro ilegal. "São os mais difíceis, porque estão de boa saúde mas já não podem ser libertados. Habituaram-se demasiado ao homem, perderam as características selvagens, como o hábito de caçar. E não sobrevivem no exterior".

A coruja volta à sua caixa de isolamento e a seu lado é colocado um prato de ratos mortos cortados aos bocadinhos - a refeição do dia. Foi ela própria quem os cortou em pedaços, depois de os ter descongelado. "É um pouco nojento, mas quando vejo o animal recuperado sinto que vale a pena", justifica com ar satisfeito. Ratos é uma base importante da alimentação dos animais selvagens - daí que o CERAS tenha de fazer a sua própria criação de ratos.
A coruja das torres tem direito a quatro ratos, mas vivos. Foi atropelada, verificando-se depois que tinha problemas oculares. Está presa num espaço exterior limitado por redes, até voltar a voar sem problemas. "Terá de conseguir caçar de novo para sobreviver no seu meio natural", explica Beatriz, que atira os ratos por um canudo para o interior do túnel.

O mesmo acontece ao abutre preto. Este foi eletrocutado e ficou com uma luxação que não mais o deixará fazer voos de médio e longo curso. Como é uma espécie ameaçada irá para Madrid para criação em cativeiro. Os que são libertados são marcados com anilhas para posterior monitorização.
"Aqui há muito trabalho mas pouco dinheiro", adverte Beatriz, frisando a "taxa de recuperação ligeiramente acima dos 50%". Angariação de fundos são uma constante, assim como o apadrinhamento de animais. De resto, o voluntariado é a palavra de ordem.  [Visão]

10 pássaros com estranhos mecanismos de defesa

A maioria das aves pode voar, e voar já é uma defesa muito eficaz contra muitos predadores. Porém, com mais de 10.000 espécies de aves conhecidas (até hoje), dá para imaginar que algumas delas saem do comum. Você pode até rir de alguns dos mecanismos de defesa apresentados nessa lista; mas duvido que acharia legal topar com um desses pássaros. Confira:

1) Fulmar-glacial

O fulmar é uma espécie de ave marinha, parente do albatroz. “Fulmar” vem das palavras nórdicas ful-mar, que significam “gaivota suja”, e com razão. Essas aves são conhecidas por seu cheiro horrível. Até mesmo seus ovos são fedidos. As cascas de ovos dessa espécie alojadas em coleções de museus continuam a produzir seu cheiro nauseabundo 100 anos depois de serem armazenadas. Infelizmente, ser fedorento não o ajuda muito entre sua turma: pássaros têm geralmente um sentido de cheiro ruim, e não se importariam com o fulmar, embora o mau cheiro seja uma boa defesa contra alguns predadores, como seres humanos. Como eles não podem voar ou correr, o pássaro desenvolveu um mecanismo de defesa um pouco nojento: quando ameaçados, eles expelem um vômito laranja brilhante, um óleo do seu estômago, que não só cheira mal, mas também gruda nas penas ou pêlos do predador. Este óleo faz com que as penas das aves predadoras se tornem opacas, perdendo suas propriedades isolantes, e o predador pode morrer de exposição ou afogar-se. O óleo torna o fulmar nada apetitoso, e ainda perigoso. Curiosamente, embora fulmars adultos possam cuspir o óleo também, os pintos o conseguem muito melhor, e podem disparar repetidamente. Eles podem cuspir praticamente desde o momento em que nascem, e há relatos de que alguns cospem antes mesmo de se chocar completamente de seu ovo. As penas do fulmar são “imunes” ao óleo, o que é muito importante, porque os pintos muito jovens não cospem só em predadores, mas em qualquer animal que se aproxime, incluindo seus pais. Eles só começam a reconhecer seus pais e a controlar seu cuspe quando alcançam cerca de três semanas de idade.

2) Poupa

Encontrada na África, na Europa e na Ásia, e recentemente escolhida como a ave nacional de Israel, a poupa é conhecida pelo seu vôo incomum (semelhante ao de uma borboleta), sua crista de penas espetaculares e sua técnica defensiva desagradável. Poupas têm uma glândula especial perto do ânus, que produz uma substância com odor fétido. O pássaro esfrega essa substância em suas penas, cobrindo seu corpo inteiro com um cheiro semelhante ao de carne podre. Não existem muitos predadores interessados em comer um pássaro com esse cheiro. A substância também tem uma segunda função: age como um repelente de parasitas e como um agente antibacteriano, protegendo a poupa de muitas doenças. Curiosamente, os adultos produzem essa secreção apenas quando estão incubando seus ovos e cuidando dos seus filhotes. Uma vez que eles deixam o ninho, a mãe para de produzir a substância nociva. As poupas bebês têm o seu método próprio de defesa: se ameaçados enquanto sozinhos no ninho, eles esguicham suas fezes no rosto do predador. Técnica muito eficaz para se livrar de visitantes indesejados.

3) Borrelho-de-dupla-coleira

O borrelho-de-dupla-coleira é uma ave muito barulhenta, encontrada principalmente no Canadá, nos EUA e no México. Eles fazem ninho no chão, por isso seus ovos e filhotes são especialmente vulneráveis a predadores. A fim de proteger o ninho, os adultos desenvolveram uma técnica inteligente. Quando um predador como gato, raposa ou cachorro aborda o ninho, o pássaro adulto se afasta do ninho, arrastando uma de suas asas como se estivesse quebrada, agindo desesperadamente. A maioria dos predadores persegue o adulto aparentemente indefeso, em vez de se aproximar do ninho. Se o predador continua a se aproximar do ninho, no entanto, o adulto “ferido” se aproxima do predador até ganhar sua atenção. Quando a distância estabelecida entre o ninho e o predador é suficiente, o borrelho voa para longe. Esta distração, conhecida como o “ato da asa quebrada”, é potencialmente perigosa para os adultos. Quanto aos filhotes, eles fogem do local do ninho enquanto o predador está sendo distraído pelo adulto. Infelizmente, o “ato da asa quebrada” só funciona com predadores naturalmente atraídos para aves indefesas, e é inútil contra os grandes herbívoros como vacas e cavalos, que podem simplesmente atropelar o ninho.

4) Coruja-buraqueira

Corujas-buraqueiras são encontradas em pradarias e desertos do Canadá à Patagônia. Elas fazem seus ninhos em buracos – daí o seu nome. Frequentemente, elas usam tocas abandonadas de outros animais, mas também podem cavar uma toca se for preciso. Filhotes de coruja-buraqueira são muitas vezes deixados sozinhos por seus pais, que saem para caçar por eles. Durante este tempo, os filhotes são vulneráveis a predadores como raposas, coiotes, gatos e furões. A fim de manter estes inimigos à distância, filhotes de coruja desenvolveram uma rara forma de mimetismo: quando se sentem ameaçados (por exemplo, se um animal começa a cavar a entrada do buraco), os filhotes produzem um assobio que lembra muito o som de uma cascavel. Como essas serpentes altamente venenosas são conhecidas por se esconderem em tocas, a maioria dos predadores (inclusive humanos) prefere fugir logo que ouvem o temido chocalho. As corujas adultas também imitam o som de cascavel quando encurraladas dentro de sua toca. Esse mecanismo de defesa incrível é um dos mais eficientes entre as aves, mas tem um ponto fraco: é inútil contra as próprias cascavéis. É pouco provável que esses répteis fossem enganados ou intimidados por um imitador, mas não é só isso: eles são surdos e não podem sequer ouvir seus próprios chocalhos. Como resultado, cascavéis estão entre os poucos animais que comem regularmente filhotes de coruja-buraqueira.

5) Cuco-canoro

O cuco-canoro coloca seus ovos nos ninhos de outras aves. Quando o cuco bebê nasce, ele destrói os ovos ou filhotes do ninho emprestado, eliminando qualquer concorrência e crescendo rapidamente até um tamanho imenso em relação aos seus pais adotivos. Colocar ovos no ninho de outro pássaro pode ser difícil e até perigoso para o cuco, já que a maioria das aves de pequeno porte protege ferozmente seus ninhos. Assim, o cuco fêmea desenvolveu uma aparência muito semelhante a um gavião, uma ave de rapina que se alimenta de pequenas aves. Disfarçada de predador feroz de pássaros, o cuco pode assustar as outras aves para longe de seus ninhos. Enquanto o falso gavião está ao redor, as outras aves não ousam voltar para seu ninho, e assim o cuco pode colocar o seu ovo sem problema e voar para longe ileso. Que o cuco parece um gavião, já tinha sido observado por seres humanos há muito tempo; o naturalista romano Plínio, o Velho, acreditava que os cucos poderiam literalmente se transformar em gaviões. As aves, por outro lado, aparentemente são incapazes de dizer quem é o cuco e quem é um gavião real. O truque é tão eficaz que existem várias outras espécies de cuco que imitam outras espécies de falcão; eles imitam até o estilo de vôo e outras características dessas aves.

6) Caburé

Apesar das corujas geralmente irem atrás de ratos e outros roedores, elas também caçam pássaros. Aliás, os pássaros menores se apavoram com as corujas. Tanto que, quando vêem uma coruja durante o dia (momento em que é menos provável que ela ataque de surpresa), eles se agrupam e assediam o animal ruidosamente em uma tentativa de afastá-lo. Esse comportamento normalmente é apenas um aborrecimento para as corujas maiores. Mas, para a corujinha caburé, pode ser potencialmente perigoso. Porém, essas corujas do tamanho de punhos são caçadoras de aves qualificadas, conquistando presas até o dobro de seu tamanho. Portanto, são temidas por todos os outros pássaros pequenos em seu território. A fim de proteger-se do assédio, a coruja tem dois pontos na parte de trás de sua cabeça que lembram olhos. Isso é suficiente para deter aves menores, que normalmente não atacam uma coruja que está olhando para sua direção. A maioria dos pássaros ou foge, ou ataca novamente, desta vez “por trás”, visando o que eles acham que é a parte de trás da cabeça da coruja. É claro que, neste caso, eles vão encontrar os olhos reais da coruja e podem acabar como refeição.

7) Jacu-cigano

Encontrados nas florestas tropicais da América do Sul, os cientistas acreditavam que o jacu-cigano, ou cigana, fosse um “fóssil vivo”. Até hoje, sua relação exata com as outras aves é incerta. Ele é diferente em muitas maneiras: por exemplo, se alimenta de folhas de árvore, uma dieta muito estranha para um pássaro, e usa a fermentação bacteriana para digerir a comida, muito parecido com uma vaca. Devido a isso, a ave tem um odor muito forte, como cheiro de estrume. Mas seu fedor não é a razão pela qual ele está incluído nessa lista. Ciganas costumam construir seus ninhos em galhos de árvores que pairam sobre a água. Quando perturbados ou ameaçados por um predador, os filhotes pulam na água para escapar. Eles são nadadores e mergulhadores excelentes. Quando o perigo passa, eles voltam escalando para a árvore. A fim de fazer isso, os pintos têm duas garras em cada asa, que lembram as do Archaeopteryx e outros pássaros da época dos dinossauros. Só ciganas jovens têm as garras; elas desaparecem conforme a ave cresce e pode escapar de predadores voando. Embora ele não seja o único pássaro com garras em suas asas, é certamente o mais famoso, e tem sido objeto de debate entre os cientistas desde sua descoberta em 1776.

8 ) Urutau

Encontrado principalmente na América Central e do Sul e no México, estes predadores noturnos também são conhecidos como “aves fantasmas” por causa de sua camuflagem extraordinária. O urutau se alimenta de insetos e pequenos animais voadores como morcegos e pequenos pássaros, e durante o dia, pousa em uma árvore e fica completamente imóvel, imitando perfeitamente um toco de árvore morto ou quebrado. Suas penas parecem casca de árvore, e suas pálpebras têm uma fenda que permite que o pássaro veja mesmo quando seus olhos estão fechados. Eles normalmente ficam parados mesmo quando abordados por um outro animal ou humano, e só voam quando sentem que foram descobertos. A camuflagem é tão boa que eles quase nunca são descobertos, e quase não têm predadores. Isso também faz com que o urutau seja extremamente difícil de se observar durante o dia. À noite, ele só pode ser descoberto porque seus olhos refletem a luz, brilhando como os olhos de um gato ou coruja. O urutau não é o único pássaro que imita troncos de árvores, mas certamente é o mais convincente.

9) Coruja mascarada africana

Quando abordada por um inimigo pequeno ou relativamente pouco agressivo, a coruja mascarada bufa suas penas para fora e assobia, para parecer maior e mais feroz. Esse é um método comum de defesa entre corujas, e parece ser o suficiente para assustar a maioria dos inimigos. No entanto, quando confrontadas com um inimigo maior e mais poderoso, a coruja mascarada não tenta intimidá-lo, mas achata suas penas e aperta os olhos para que eles fiquem quase invisíveis ao predador. Permanecendo imóvel, e ajudada por suas penas de cor de cascas de árvore, a coruja mascarada faz o seu melhor para se assemelhar a um toco de árvore, assim como o urutau, e escapar da atenção do predador. Veja um trecho de uma série de TV japonesa que mostrou a coruja mascarada africana reagindo a dois predadores diferentes.

10) Pitohui encapuzado

Pitohuis encapuzados são encontrados na Nova Guiné, e a sua defesa contra os predadores é tão simples quanto incrível: eles são venenosos. Eles se alimentam de certos tipos de besouro que contém uma neurotoxina alcalóide potente, conhecida como batracotoxina (o mesmo veneno encontrado na pele de sapos venenosos). Ao comer estes besouros, os pássaros tornam-se venenosos e concentram a toxina em suas próprias penas e pele. Eles são conhecidos como “pássaros do lixo”, já que sua toxicidade os torna não-comestíveis, a menos que a pele e as penas sejam retiradas e a carne seja coberta de carvão e assada. Tocar um pitohui pode causar dormência e formigamento, assim como queimaduras na pele e espirros. Comer um provavelmente é ainda mais perigoso. Para avisar da sua toxicidade, esta ave tem uma coloração brilhante, laranja e preta. Acredita-se que ele pode esfregar a toxina em seus ovos e filhotes para protegê-los de predadores. E, como se isso não fosse surpreendente o suficiente, recentemente os pesquisadores descobriram que o pitohui encapuzado não é a única ave venenosa. Há pelo menos mais duas confirmadas, e parece possível que haja muitas outras ainda a serem descobertas. [Hypescience]

domingo, 10 de abril de 2011

Menina treina vaca incrível como cavalo de competição



Regina Mayer, de 15 anos, é uma alemã que treinou sua vaca, Luna, como se ela fosse um cavalo.

Regina sempre quis um cavalo, mas seus pais não queriam comprar um para ela. Então, como ela tinha um estábulo cheio de vacas à sua disposição, ela decidiu que aprenderia a “cavalgar” uma vaca. Depois de vários meses de treinamento, ela conseguiu com que Luna aprendesse a pular obstáculos, assim como um cavalo treinado.

Segundo Regina, ela sabia que Luna era especial desde que a vaquinha nasceu, três anos atrás. Seis meses atrás, Regina decidiu montar Luna e até entrou em contato com escolas de montaria para saber como equipar e cavalgar um bovino.

Com muitas cenouras como recompensa, Luna foi ficando cada vez mais confortável ao se comportar como um cavalo. Regina diz que a vaca é muito inteligente, mas admite que as pessoas estranham ao vê-la “pilotando” um bovino. No entanto, ela jamais a trocaria por um cavalo já que Luna “a segue para qualquer lugar”, coisa que outro bichinho jamais faria.

sábado, 2 de abril de 2011

Águia devolvida à Natureza

Animal tinha sido vítima de um disparo

Uma águia calçada foi libertada esta sexta-feira pelo Centro de Recuperação e Investigação de Animais Selvagens (RIAS) na Ria Formosa, em Olhão, onde esteve cinco meses a recuperar de um disparo que lhe deixou a asa partida.

Numa acção promovida com escolas de várias zonas do Algarve para proceder à libertação da ave, Fábia Azevedo, coordenadora do RIAS, contou à Lusa que a águia chegou ao centro em Outubro, depois de ter sido encontrada ferida por um popular que a levou para ser tratada.

«No primeiro diagnóstico, com raio-x, foi detectada a presença de chumbos e concluímos que devido a um disparo tinha uma asa partida, um osso fracturado», explicou a bióloga.

Depois, iniciou-se o processo de recuperação, com o animal a passar para um local maior para se poder exercitar e posteriormente colocada numa jaula de grandes dimensões ao ar livre onde são simuladas as condições ambientais normais do seu habitat para que recomece a voar e a caçar.

«Infelizmente, ainda se verificam casos de pessoas que disparam contra animais selvagens, contra estas aves de rapina. É ilegal, não se pode abater estes animais, mas não acontece só com as aves de rapina. Ainda esta semana recebemos uma cegonha e não se percebe isso», lamentou Fábia Azevedo.
Um casal britânico se surpreendeu ao testemunhar que sua galinha de estimação, Gertie, estava gradualmente se transformando em um galo. E não, não se trata de uma piada do Dia da Mentira! Por incrível que pareça, esse processo natural de mudança de sexo pode acontecer com galinhas.
O primeiro sinal de que algo estava acontecendo com Gertie foi quando ela parou de botar ovos, de acordo com seus donos Jim e Jeanette Howard, de Huntingdon, Inglaterra. Em seguida, ela começou a imitar o andar dos galos, assim como passou a cantar como eles. Durante as semanas seguintes, Gertie engordou e desenvolveu a famosa crista de galo, característica normalmente visível apenas em machos. Ela passou a exibir uma plumagem marrom-escura, outro traço masculino.
”Eu sei que soa ridículo, mas posso assegurar que tudo é verdade”, sustenta Jim Howard. “As pessoas pensam que é um pouco estranho, mas aparentemente é uma daquelas coisas que simplesmente acontecem”.
“Mudanças de sexo realmente ocorrem, embora não com muita frequência”, afirma um relatório de 2000 publicado pelo Instituto de Ciências Agrárias da Universidade da Flórida, Estados Unidos. “Porém, só foram relatados até agora inversões espontânea do sexo feminino para o masculino, nunca o contrário”.
Isso porque a mecânica desse fenômeno biológico parece funcionar em apenas uma direção. Normalmente, aves fêmeas têm apenas um ovário funcional, em seu lado esquerdo. Apesar de haverem dois órgãos sexuais presentes durante a fase embrionária de todas as aves, uma vez que os genes do sexo feminino tomam controle, geralmente apenas o ovário esquerdo se desenvolve. A gônada direita, que ainda tem de ser definida como um dos ovários, os testículos ou ambos (chamada ovotéstis), normalmente permanece adormecido.
Certas condições médicas, como um cisto no ovário, tumor ou doença na glândula suprerrenal, podem fazer com que o ovário esquerdo da galinha regrida. Na ausência de um ovário esquerdo funcional, o órgão sexual dormente direito pode começar a crescer, de acordo com Mike Hulet, professor do departamento de Ciência Avícola da Universidade de Pennsylvania, EUA.
“Se a gônada direita ativada for de ovotéstis ou testículos, ela começará a secretar hormônio androgênicos”, explica Hulet. Tal hormônio é em grande parte responsável pelas características masculinas. “A produção de andrógenos faz com que a galinha se submeta a mudanças de comportamento e passe a agir mais como um galo”.
No entanto, a mudança de sexo não é completa. A transição se limita ao fenótipo, o que significa que, embora a galinha desenvolva características físicas masculinas, ela permanece geneticamente do sexo feminino. Assim, por mais que Gerdie – que agora responde pelo nome de Bertie – não ponha mais ovos, ela jamais será “pai” de pintinhos.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Cachorro surdo aprende linguagem dos sinais

E quem ensinou tudo ao bichinho foi sua dona que também não tem audição.
Todos que já tiveram um cãozinho sabem o quando o som é importante para eles – principalmente na hora de ensinar comandos ou chamá-los. Mas Alice, uma springer spaniel de oito meses de idade, está aprendendo a interagir com seus donos através da linguagem de sinais.
Alice foi abandonada por seu criador, que achou que jamais conseguiria vender um filhote surdo, e levada para um centro de adoção. Quando chegou lá ela estava doente, era muito nervosa e a equipe do centro achava que seria muito difícil para ela encontrar uma família.
No entanto, quando Marie Williams conheceu Alice, ela se identificou imediatamente.
Williams e seu namorado, Mark Morgan, também são surdos e perceberam que Alice iria se encaixar perfeitamente na “família”. Depois de um mês convivendo com Marie, Alice já entende vários comandos básicos, na forma de sinais.
Segundo Marie, Alice é uma cadela muito querida e inteligente e é a prova viva de que cachorrinhos surdos podem, sim, se tornar grandes companheiros.

[OddityCentral]

Éguas abortam “propositalmente” seus potros por causa dos machos

 Segundo um novo estudo, éguas gestantes são propensas a perderem seus potros se forem mantidas próximas a machos.
Criadores de cavalo frequentemente enviam éguas para estábulos para serem acasaladas com garanhões. A pesquisa revela que, quando retornam, as éguas grávidas se envolvem em “relações sexuais promíscuas” com os machos de seu próprio estábulo, em uma tentativa de disfarçar a paternidade do potro. Quando isso não é possível, as éguas podem abortar a gravidez.
Aborto natural provocado quimicamente é um fenômeno bem estudado na biologia, conhecido como o efeito de Bruce. Esse efeito tem sido observado principalmente em roedores, onde o cheiro de urina masculina faz com que uma fêmea grávida aborte.
As descobertas podem explicar o alto índice de interrupção de gravidez em animais domésticos.
Os especialistas acreditam que esse comportamento sexual estranho pode ter evoluído por causa do risco de infanticídio visto em muitas espécies que vivem em grupos sociais machistas, nos quais os machos matam filhotes de outros machos em uma luta pela supremacia.
O estudo se baseou em um questionário respondido por criadores de cavalos. As respostas mostraram que as éguas acasaladas com “garanhões estrangeiros” (de outros estábulos) abortaram em quase um terço dos casos. Por outro lado, nenhuma das éguas acasaladas no seu próprio estábulo abortaram.
Também, as éguas eram mais propensas a ter gestações interrompidas quando os parceiros de acasalamento de seu estábulo ficavam em compartimentos adjacentes. Éguas que foram separadas dos machos e, portanto, fisicamente incapazes de disfarçar a paternidade de seu potro tinham mais chances de abortar.
Segundo os pesquisadores, a atitude da égua “impede” um “desperdício de energia” em produzir prole que provavelmente ela vai perder para o infanticídio.
A ideia de que animais domésticos podem adotar essa estratégia veio a partir do estudo do infanticídio nos primos dos cavalos selvagens, as zebras.
Para evitar a endogamia nas zebras em cativeiro, jardins zoológicos ocasionalmente introduzem um novo macho no rebanho. Essa prática aumenta a probabilidade de potros serem perdidos durante a gravidez.
Segundo outros estudos com zebras, se um novo macho for trazido para o rebanho para acasalar logo após uma fêmea ficar grávida, a chance do potro sobreviver é inferior a 5%. A sobrevivência aumenta para mais de 60% após o potro ter pelo menos um mês de idade.
Os cientistas acreditam que as zebras e cavalos domésticos têm evoluído “estratégias de aborto” similares. Eles pensam ser possível que as éguas “tomem a decisão” de encerrar sua própria gravidez.
Embora o mecanismo por trás dessa alta taxa de abortos equinos ainda não seja conhecido, os pesquisadores afirmam que o estudo tem uma mensagem muito prática para os criadores de cavalos: o transporte de éguas para o acasalamento ou inseminação artificial exige cuidado. Trazê-la de volta a um ambiente com machos é obviamente prejudicial, sendo provavelmente uma das principais causas do alto percentual de interrupção de gravidez em animais domésticos. [BBC]

Boas notícias para o meio ambiente: segundo o último censo realizado, que avaliou toda a Índia pela primeira vez, o número de tigres selvagens no país subiu 20%. O censo estima a população desses animais em 1.706. Em 2007, na última contagem, havia 1.411 tigres.

Os conservadores usaram câmeras escondidas instaladas em pontos estratégicos e testes de DNA para contar os animais. Estimativas anteriores foram elaboradas usando o velho método de contagem, que marca os tigres individuais ou suas pegadas.
Apesar da avaliação positiva, as autoridades indianas continuam preocupadas, principalmente em relação à quantidade de território disponível aos tigres.
A Índia tem mais de 45.000 quilômetros quadrados de área florestal em 39 reservas designadas aos tigres. Entretanto, o ministro do meio ambiente indiano, Jairam Ramesh, descreveu o encolhimento dos corredores de animais como “alarmante”.
Corredores de tigres conectam habitats naturais, que foram separados ao longo do tempo pelo desenvolvimento e atividade humanos. Especialistas em animais selvagens dizem que a preservação destes corredores deve ser uma prioridade para o governo indiano.
A Índia já teve 100.000 tigres contados na virada do século passado, mas houve um sério declínio nesses números desde então. Especialistas dizem que 97% dos tigres foram perdidos para a caça furtiva e a diminuição dos habitats.

Inclusive, os números caíram tão rapidamente nos últimos anos devido ao aumento da caça furtiva, que especialistas dizem que agora é organizada de forma semelhante ao tráfico de drogas.
Os produtos vindos do tigre são um negócio lucrativo. Há uma enorme demanda de ossos, garras e pele de tigre em países como China, Taiwan e Coréia, onde eles são usados na medicina tradicional chinesa.
As autoridades indianas não estão sendo capazes de pôr um fim a essa ação, em parte por causa das técnicas em constante mudança usadas pelos cartéis.

Hoje, menos de 3.500 tigres sobrevivem na natureza em todo o mundo, sendo que a Índia é responsável por mais de metade deles.
Ainda assim, os últimos números do censo foram descritos como “boas notícias”. A contagem atual é mais científica e, portanto, mais precisa. A pesquisa pode incluir terrenos pantanosos difíceis, como o manguezal de Sundarbans na fronteira com Bangladesh. Esta contagem adicionou 70 tigres da reserva de Sundarbans que não tinham sido cobertos no último censo. [BBC]

Menor cavalo do mundo completará seu primeiro ano de vida


O menor cavalo do mundo, com cerca de 51 centímetros, está prestes a completar seu primeiro ano de vida.
Einstein, que já apareceu em programas famosos como o da apresentadora americana Oprah Winfrey, chamou a atenção da mídia logo que nasceu, em abril do ano passado, devido a seu tamanho peculiar.
Segundo o jornal The Sun, o animal vive na fazenda de seus proprietários Charlie Cantrell e Rachel Wagner em Gilmanton, no estado de New Hampshire, Estados Unidos.
O casal afirmou que o pequeno já fez vários amigos, entre crianças, cachorros e cavalos, mas não pode conviver com outros equinos, por causa do risco de ser pisoteado.
“O mais extraordinário é que ele não parece ter consciência do seu próprio tamanho”, brinca Charlie.
A saga de Einstein vai se tornar livro, que deve ser lançado no mês que vem, quando completa um ano.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Arrisca até dois anos de prisão por matar hamster do irmão










Uma jovem nova-iorquina poderá enfrentar uma pena até dois anos de prisão se ficar provada a sua culpa na morte do hámster do irmão mais novo, segundo uma associação de defesa dos animais. 

Arrisca até dois anos de prisão por matar hamster do irmão
O blog que denuncia o caso

Monique Smith, de 19 anos, foi detida depois de a Sociedade Norte-Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais ter sido alertada para a sua implicação na morte do hámster.
De acordo com esta Sociedade, que divulgou o caso na sua página na Internet, o animal morreu "com enorme violência", que lhe provocou uma hemorragia interna e danos irreparáveis do fígado.
A jovem enfrenta cinco acusações pela morte do hamster relacionadas com a crueldade sobre os animais e, caso venha a ser considerada culpada, pode levar uma pena máxima de dois anos de prisão e ser obrigada a pagar uma multa de 500 mil dólares (cerca de 3600 euros).
O animal foi morto em Junho do ano passado, depois de Monique Smith se ter zangado com o irmão mais novo, a quem pertencia o hámster.
A Sociedade Norte-Americana para a Prevenção da Crueldade contra Animais diz que não é normal lidar com denúncias ligadas a animais tão pequenos como hamsteres ou peixes, mas assegura que levará adiante a defesa de qualquer bicho.

Cão-guia que ficou cego ganha nova guia para ele e o dono


Um cão-guia cego ganhou uma ajuda para caminhar com seu dono pelas ruas da Inglaterra: um outro cão-guia.
+ Exposição reúne bicharada fashion em Nova York
O dono dos cães, Graham Waspe, é cego e ficou arrasado quando seu cão-guia, Edward, perdeu a visão aos oito anos por causa de uma catarata.
+ Cães selvagens fazem sucesso nos Emirados Árabes
Mas a cadela Opal, de dois anos, chegou para ajudar. “Opal foi ótima para nós dois. Eu não sei o que faríamos sem ela”, disse Graham.
+ Cachorro arrisca a vida para ficar ao lado do amigo antes de morrer
Segundo a esposa do proprietário, Sandra Waspe, Edward faz ainda mais sucesso depois da chegada da companheira e os dois se dão muito bem.

Tartaruga rara de 2 cabeças e 5 patas é apresentada na Eslovênia



Até o evolucionista Charles Darwin teria dificuldade para explicar esta cena: uma deformidade natural fez com que um exemplar de tartaruga de Esporas Africanas nascesse com duas cabeças. Apresentada nesta terça-feira (08/03) na Eslovênia, o animal, que está com 7 semanas de vida, tem um nome para cada cabeça. A da esquerda chama-se Magda e a da direita Lenka.
A tartaruga também apresenta 5 patas e, apesar de ser ainda pequena, pode chegar a 70 quilos na idade adulta. A espécie é a terceira maior tartaruga terrestre do mundo e geralmente é encontrada no sul do deserto do Saara, no norte da África. A expectativa de vida desses animais é estimada entre 30 e 50 anos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Corvo utiliza ferramentas para diferentes fins

Corvus caurinus

O corvo da Nova Caledónia, Corvus moneduloides, utiliza paus para extrair larvas de troncos de árvore e também para testar objectos desconhecidos.
Esta é a primeira vez que é observada a utilização de uma ferramenta para mais do que um fim.
Já tinha sido observado o comportamento de retirar as larvas dos troncos das árvores, porque como não conseguem retirá-las apenas com o bico, utilizam paus para lhes chegarem.
O comportamento agora observado tem a ver com o teste de um novo objecto. Como não o conhece, aproxima-se mas não lhe toca. Volta para trás, apanha um pau, aproxima-se hesitante, mas toca no objecto com o pau, várias vezes. Só depois bica o objecto de forma determinada. Depois do 1º contacto, os animais descartam a ferramenta.

Filhotes de lontra gigante nascem em zoológico nos Estados Unidos

Um mês após nascimento, filhotes ainda não abriram os olhos.
Bichos de espécie originária da América do Sul estão em Miami.

lontra (Foto: Ron Magill/ Zoo Miami/ AP)Dois filhotes de lontra gigante nascidos no fim de janeiro, nos Estados Unidos, passam por exame neonatal e devem abrir os olhos pela primeira vez dentro de uma semana, segundo gestores do zoológico de Miami, responsável pela saúde dos bichos. De espécie originária da América do Sul, os filhotes de lontra gigante também começaram a aprender a nadar um mês após o nascimento. (Foto: Ron Magill/ Zoo Miami/ AP)